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CCaç 13 - Binar |
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A bajuda fugidona - 1970 1970 - Bajuda (rapariga) balanta de Manga
A construção dos aldeamentos e aquartelamentos que realizamos, acabou por nos trazer outro tipo de problemas, além dos de índole militar, pois à falta de outra autoridade ou apoio, a população recorria aos militares pedindo ajuda, assim além de sermos os construtores de aldeias e aquartelamentos, éramos muitas vezes professores nas escolas primárias, médicos, policias, juízes, etc.
Um dos casos caricatos passou-se com o alferes Matos sedeado em Manga, quando lhe apareceu um velhote a pedir ajuda porque tinha comprado uma bajuda, e ela agora andava a fugir-lhe, mas tinha-a encontrado ali, e ela recusava-se a voltar com ele.
O velhote falava convicto de que os militares o iriam ajudar, pois isso fazia parte dos seus usos e costumes à muitos anos, e nem sequer imaginava que houvesse outros lugares em que as coisas não fossem assim.
Uma visita à tabanca onde estava a bajuda, confirmou a decisão desta em não regressar com o "marido" para o "harém".
O alferes Matos tomou então uma decisão ao estilo de Salomão, que tinha dado uma espada a duas mulheres para cortarem ao meio um bebé, pois ambas diziam ser seu, e que acabou por dá-lo à que preferiu que a outra ficasse com ele a fazer tal coisa, assim deu uma catana ao velhote, e disse-lhe que podia levar a bajuda, depois de cortar uma enorme árvore que ali existia com aquela catana.
O velhote ainda experimentou tentar cortar a árvore, mas logo se convenceu que os anos de vida que tinha não eram suficientes para a obra, e foi-se embora a resmungar contra a tropa, perante a alegria da bajuda.
Publicado em 15/04/2006, e revisto em 21/07/2006 por Carlos Fortunato Crónica de Carlos Fortunato ex-furriel da CCaç. 13 Fotos de Carlos Fortunato ex-furriel da CCaç. 13
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Isabel Niza
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